Neste estudo os autores avaliaram os conhecimentos e consciência dos pais em termos de cuidados relacionados com a saúde oral de crianças com cardiopatia congênita.
É um estudo de caso-controle, com 208 crianças, idades entre 2-6 anos, com aplicação de questionário direcionado aos pais a respeito dos cuidados caseiros em termos de saúde bucal. Apesar de não se tratar de um estudo que represente o mais alto grau de evidência científica, merece ser considerado.
As crianças com cardiopatia congênita apresentaram pior saúde bucal, menor frequência de higiene bucal diária, menos uso de dentifrício fluoretado, consumiam maior quantidade de alimentos e bebidas cariogênicas e poucas crianças faziam visitas periódicas ao dentista, quando comparada às demais crianças.
Os autores concluíram que há a necessidade de orientar MAIS e de MELHOR forma os pais de crianças com cardiopatia congênita em termos de educação em saúde oral, já que quando comprometida aumenta o risco de endocardite infecciosa.
Assim, precisamos promover maior integração entre Odontopediatras, Pediatras e Cardiologistas para que essa mensagem alcance nossas crianças cardiopatas!
