A FLUOROSE DENTAL é um distúrbio do desenvolvimento do esmalte causado pela excessiva exposição a altas concentrações de fluoretos durante o desenvolvimento dentário. A severidade irá depender de quanto e por quanto tempo ocorreu a exposição, e está na dependência de vários fatores, como resposta individual, peso, grau de atividade física, fatores nutricionais e ósseos e presença de insuficiência renal. O período de risco de ingestão, do ponto de vista estético, é entre os 20-30 meses de idade da criança.
A dose máxima ideal recomendada de fluoretos para alcançar os melhores benefícios em termos de prevenção de cáries, sem aumentar o risco à fluorose é de 0,05- 0,07 mg F/kg/dia.
A prevenção da fluorose pode ser realizada através da monitoração da exposição de fluoretos em crianças de até 6 anos. Assim, o dentista deve orientar os responsáveis quanto às doses de exposição diária (água, dentifrício) que a criança está exposta.
O diagnóstico adequado requer a inspeção das superfícies dentárias. O dente deve estar seco e limpo. A fluorose leve se manifesta por estrias esbranquiçadas BILATERAIS, difusas e opacas que “correm” horizontalmente ao longo do esmalte. Nas formas mais severas, o esmalte pode se tornar deteriorado e manchado, mas está segunda condição só aparece após a erupção dentária, já que isto ocorre pela difusão exógena de íons (ex: ferro e cobre) para o interior do esmalte poroso.
O clareamento e a microabrasão são formas de tratamento conservador, com resultados bastante satisfatórios.
A fluorose leve a moderada tem pouco impacto sobre a vida das crianças. O comprometimento estético costuma incomodar mais aos pais.
Boa leitura:
Abanto Alvarez J, Rezende KM, Marocho SM, Alves FB, Celiberti P, Ciamponi AL. Dental fluorosis: exposure, prevention and management. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2009 Feb 1;14(2):E103-7.

