Nesta pesquisa, os autores se propuseram a realizar uma revisão sistemática para avaliar a microestrutura da dentina e esmalte em casos de distúrbios dentinários, bem como seus efeitos sobre a adesão dos materiais. Após uma criteriosa seleção de um total de 576 pesquisas, selecionaram 37 estudos.

  • Propriedades do Esmalte/ Dentina: Esmalte hipomineralizado, com estrutura irregular dos prismas nos casos de dentinogênese imperfeita tipos I e II. Nos dentes decíduos, é mais poroso e com estrutura prismática irregular e difusa. A Dentina não é afetada de forma homogênea. A primeira camada formada, manto e dentina primária, é tubular com mineralização normal, mas com a presença eventual de substância amorfa, granular e colapsada. A dentina circumpulpar é atubular ou apresenta túbulos irregulares, em menor diâmetro e desorganizados; é hipomineralizada com matriz desorganizada. As fibras colágenas são mais grossas, dispostas irregularmente e emaranhadas.
  • Junção amelodentinária: severamente afetada.
  • Propriedades químicas: maior reatividade ao colágeno tipo IV, redução do sulfato de condroitina, valores menores de Cálcio e Magnésio  e maiores de Oxigênio e Sódio nos dentes decíduos.

Diante disso, como proceder  na clínica?

  1. Esmalte: uso de infiltrantes resinosos (ex: Icon, DMG) para reduzir risco de microfraturas no esmalte + fluoretos.
  2. Dentina: produção de microtravamento às custas de um microjateamento, condicionamento ácido para remoção das partículas de alumina + sistemas adesivos universais + resinas compostas.

Tenha em mente que, infelizmente, o prognóstico dos procedimentos é desfavorável em longo prazo.

 

Massé L, Etienne O, Noirrit-Esclassan E, Bailleul-Forestier I, Garot E. Dentine disorders and adhesive treatments: A systematic review. J Dent. 2021 Jun;109:103654. doi: 10.1016/j.jdent.2021.103654. Epub 2021 Mar 30. PMID: 33798638.

 

 

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